A importância de aprender LIBRAS

Tem coisas que a gente não para pra pensar até que alguém nos confronte sobre, não é mesmo?
E na maioria das vezes, essas coisas têm a ver com a condição de pessoas com deficiência não só no Brasil como no mundo.

Vamos falar hoje sobre a deficiência auditiva e a importância da LIBRAS na vida desses cidadãos.

Deficiência auditiva é algo relativamente simples de definir: é a perda total ou parcial da audição, a capacidade de ouvir.
Grande parte das pessoas engana-se ao achar que deficientes auditivos são pessoas que perderam 100% da audição, mas nem sempre. Pessoas são consideradas surdas mesmo perdendo parte da audição, ou, algumas vezes, em apenas um dos ouvidos.

Segundo o censo de 2010 pelo IBGE, o Brasil totaliza quase 10 milhões de pessoas consideradas surdas, quase 1 milhão delas sendo jovens até 19 anos e crianças. Nos últimos anos, as principais conquistas dessa comunidade foram a Lei nº 10.436 de 2002 que oficializa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Brasil, a lei define que é obrigação dos governos garantir formas de incentivar o uso e a divulgação da Língua Brasileira de Sinais nas instituições públicas. A lei também tornou obrigatório o ensino de LIBRAS nos cursos de formação em Educação Especial, no ensino médio e no ensino superior.
E também o decreto nº 5.626 de 2005 que torna obrigatória a disciplina de Libras para professores em formação.

Há também, no Brasil, também desde 2005, uma norma na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que padroniza o closed caption como método usado pra trazer acessibilidade pra televisão brasileira. O closed caption é uma legenda oculta que inclui, além das falas, identificação de música tocando e sons não-literais (como cachorros, portas, salto no chão).

No mundo, cerca de 16% da população sofre com deficiência ou perda auditiva, totalizando 800 milhões de pessoas, e só um terço desse número são pessoas idosas.
E com certeza em 2019 esse número já aumentou.

A Língua Brasileira de Sinais também pode ser difundida e aprendida por intérpretes, que podem ser pessoas ouvintes especializadas em trabalhar com pessoas surdas. A função de intérprete ainda está em crescimento, mas já foi reconhecida e regulamentada através da Lei nº 12.319/2010.
Além da profissão de intérprete, outros mecanismos e instrumentos de divulgação da linguagem ajudam a tornar a Língua Brasileira de Sinais mais acessível a todos, como o dicionário de LIBRAS, cursos de formação e o alfabeto em LIBRAS.

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